O cenário ideal da identidade on-chain é proporcionar aos usuários a transferência fluida de suas identidades entre diferentes cadeias e aplicações. Na prática, porém, a variedade de métodos DID, mecanismos de resolução e formatos de credenciais tornou-se o principal obstáculo à interoperabilidade.
Hoje, cada ecossistema implementa soluções DID de forma independente, dificultando o reaproveitamento das identidades entre plataformas. Isso eleva a complexidade do desenvolvimento e enfraquece o valor da “identidade autossoberana”. Sob os aspectos técnico e de ecossistema, os principais desafios incluem:
Superar esses desafios exige maior convergência em padrões técnicos e colaboração entre os participantes do ecossistema no nível de implementação.
O princípio central da identidade on-chain é a soberania do usuário, mas isso inevitavelmente entra em choque com as exigências regulatórias do mundo real. Reguladores de diferentes países buscam garantir conformidade, prevenção à lavagem de dinheiro e responsabilização, enquanto usuários desejam maximizar a privacidade e o controle sobre seus dados.
Essa tensão não é binária; exige a busca de pontos de equilíbrio em diferentes contextos. Por exemplo:
Assim, o futuro da identidade on-chain vai além do desafio técnico — envolve também desenho institucional e consenso social.
No horizonte, a identidade on-chain tende a evoluir de um componente isolado para uma camada de infraestrutura integrada, profundamente conectada a carteiras, protocolos e sistemas operacionais. A verificação e autorização de identidade serão cada vez mais automáticas, ocorrendo sem percepção do usuário.
As principais características dessa próxima fase incluem:
Quando a identidade passar de “quem você é” para “o que você pode fazer” e “quanto você é confiável”, a identidade on-chain se consolidará como a base da arquitetura de confiança do Web3.