
O advance-decline index é um indicador de amplitude de mercado que avalia a participação global ao comparar o número de ativos em subida e em descida num determinado período. Em vez de mostrar “quanto variaram os preços”, evidencia “quantos se movem em conjunto”.
A amplitude de mercado diz respeito ao grau em que uma tendência é suportada por uma base alargada de participantes. Quanto mais ativos se movem na mesma direção, mais forte é a amplitude. O advance-decline index traduz essa amplitude num valor único ou numa série temporal, permitindo aos utilizadores avaliar a qualidade dos movimentos do mercado.
O advance-decline index baseia-se no princípio de que a quantidade reflete a participação: se muitos mais ativos sobem do que descem, isso indica que a tendência ascendente não é isolada; se mais descem, sinaliza fraqueza ou uma tendência descendente alargada.
A lógica é simples—quanto maior a sincronização entre ativos, mais fiáveis são as tendências. Ao comparar números e não apenas preços, o advance-decline index elimina situações em que poucos ativos de grande capitalização ou elevado peso distorcem os movimentos de preço, revelando uma imagem mais precisa da dinâmica global do mercado.
Existem dois métodos comuns de cálculo: o “advance-decline ratio” (número de ativos em subida dividido pelo número de ativos em descida no dia) e o “advance-decline difference” (número de ativos em subida menos o número de ativos em descida).
Por exemplo, num mercado com 500 ativos, se num determinado dia 300 sobem e 200 descem: advance-decline ratio = 300/200 = 1,5 (indicando maior participação ascendente); advance-decline difference = 300−200 = +100 (amplitude positiva líquida de 100 ativos).
Os limiares variam consoante o tamanho da amostra. Em geral, um advance-decline ratio próximo de 1 é considerado equilibrado; valores significativamente acima de 1 (por exemplo, >1,2) indicam forte amplitude; bem abaixo de 1 (por exemplo, <0,8) sugerem amplitude fraca. Estes limiares não são universais e devem ser ajustados à composição da amostra.
No segmento acionista, o advance-decline index permite verificar se os movimentos do mercado contam com ampla participação. Quando o índice principal sobe mas o advance-decline index enfraquece, pode indicar que os ganhos resultam de poucas grandes ações, com amplitude insuficiente.
Uma utilização frequente é a análise de divergências. Por exemplo, se o índice atinge novos máximos mas o advance-decline index não confirma ou recua, isso demonstra uma participação mais restrita e recomenda cautela quanto à sustentabilidade da tendência. Pelo contrário, se os preços estagnam e a amplitude melhora, sugere que muitas ações estão a fortalecer-se silenciosamente, podendo antecipar ganhos futuros.
O acompanhamento diário recorre muitas vezes à combinação do advance-decline index com análise de rotação setorial ou de estilos, como comparar a participação entre small caps e large caps para orientar a alocação da carteira e a seleção de ações.
Nos mercados de criptoativos, o advance-decline index mede se “a maioria das moedas está realmente a subir”, evitando dependência excessiva do Bitcoin ou de outros tokens principais. Permite identificar períodos de subidas generalizadas (“uptrends de mercado”) ou tendências estruturais.
Em janeiro de 2026, é prática comum selecionar uma amostra de uma exchange de criptoativos—por exemplo, o quadro principal ou as principais moedas—e contar o número de tokens em subida e descida num período de 24 horas para calcular o advance-decline ratio ou difference diário. Se o ratio se mantiver acima de 1 durante vários dias, acompanhado de aumento de volume, é considerado um sinal de amplitude forte; ratios prolongados abaixo de 1 sugerem que a maioria das moedas está sob pressão.
Na análise de “altseason” (períodos de maior atividade em moedas de menor capitalização), o advance-decline index é útil: amplitude crescente acompanha normalmente mais participação de tokens de média e pequena capitalização. Se coincidir com a queda da dominância do Bitcoin, significa dispersão de capital, o que reforça a necessidade de controlo de risco e estratégias de stop-loss disciplinadas.
O advance-decline index foca-se em “comparações atuais”—a relação entre ativos em subida e em descida num determinado dia ou semana. O advance-decline line agrega a diferença diária advance-decline numa linha cumulativa, ilustrando tendências de amplitude a longo prazo.
O advance-decline index funciona como uma “fotografia” e o advance-decline line como um “filme”. A fotografia mostra o equilíbrio de participação do dia; o filme revela se a amplitude melhora ou se deteriora ao longo do tempo. Usar ambos oferece uma visão mais completa: utilize o index para mudanças de curto prazo e a line para tendências de longo prazo.
O advance-decline index valida a qualidade das tendências, mas não serve como ferramenta de previsão isolada. A sua principal utilidade é avaliar a participação, não gerar sinais de compra/venda.
Os principais riscos são a seleção da amostra e o intervalo temporal. Amostras pequenas ou demasiado concentradas podem distorcer resultados; horários de negociação diferentes e critérios de cálculo (como a exclusão de stablecoins) também influenciam. Outro risco é interpretar anomalias de curto prazo como padrões de longo prazo—ratios diários extremos devido a eventos pontuais podem não indicar inversões de tendência.
Nenhum indicador garante lucros—a segurança do capital depende da dimensão das posições, disciplina de stop-loss e gestão de risco. Cruzar o advance-decline index com ação do preço, volume negociado e volatilidade reduz sinais falsos.
Passo 1: Definir o universo amostral. Escolher o quadro principal do mercado à vista da Gate ou a sua lista de moedas mais negociadas—garantir estabilidade da amostra para evitar ruído estatístico devido a alterações frequentes.
Passo 2: Contar subidas e descidas. Num horário consistente (por exemplo, fecho diário UTC), registar o número de moedas em subida e descida com base em critérios padrão, como a variação de preço em 24 horas.
Passo 3: Calcular o índice. Obter o advance-decline ratio (número de subidas / número de descidas) ou difference (número de subidas − número de descidas), registando os resultados numa folha de cálculo ou dashboard.
Passo 4: Representar a série temporal. Ligar os valores diários no Excel ou num dashboard de visualização para criar uma perspetiva de tendência do advance-decline index, comparando-a lado a lado com preço e volume.
Passo 5: Definir regras de observação. Por exemplo, vários dias consecutivos com ratios acima de 1 e aumento de volume sinalizam amplitude crescente; ratios persistentes abaixo de 1 com preço e volume em queda recomendam cautela.
Passo 6: Aplicar controlos de risco e rever regularmente. Assinalar dados excecionais (como dias de grandes notícias) para evitar reações excessivas a extremos pontuais; realizar revisões semanais para ajustar amostras se necessário e acompanhar resultados da estratégia.
Combinar o advance-decline index com volume negociado é eficaz—o aumento do volume revela maior participação de capital, tornando a amplitude forte mais credível. Pode também ser conjugado com volatilidade; melhorias de amplitude sob baixa volatilidade costumam indicar tendências de subida estáveis.
Nos mercados de criptoativos, monitorizar a “dominância do Bitcoin” (quota do BTC na capitalização total de mercado) é útil: se a dominância diminui enquanto a amplitude aumenta, o capital dispersa-se por mais tokens; se a dominância sobe mas a amplitude enfraquece, os fundos concentram-se nas moedas líderes.
Outras ferramentas úteis incluem indicadores de força relativa como o RSI para medir momentum, além de linhas de tendência de preços para confirmação multidimensional de sinais—reduzindo a dependência de qualquer indicador isolado.
Um erro comum é vê-lo como gatilho de negociação direta—é destinado a avaliar a participação de mercado, não a gerar sinais de compra/venda por si só.
Outro equívoco é ignorar alterações no universo amostral. Mudanças frequentes ou mistura de setores não relacionados tornam comparações históricas pouco fiáveis e podem levar a conclusões erradas.
Outro risco é focar apenas em extremos diários. Os mercados reagem a notícias e choques de liquidez—outliers podem ser ruído e não sinais relevantes. Procure padrões sustentados e confirmação em várias dimensões.
O advance-decline index recorre à contagem de ativos para verificar se as tendências têm suporte amplo—é simples de calcular e prático de implementar. Observá-lo em conjunto com preço, volume negociado e métricas de dominância permite avaliar melhor a qualidade do mercado. Na Gate, pode criar dashboards personalizados com amostras estáveis e critérios consistentes, mantendo controlos de risco e revisões regulares. Recorde-se: não é um preditor mágico, mas ajuda a evitar “ilusões de peso” e a tomar decisões mais sólidas.
A variação de preço refere-se ao movimento absoluto de um ativo—por exemplo, descer de ¥10 para ¥9 resulta em -¥1; já o advance-decline index mede o momentum global do mercado pela contagem de ativos em subida menos os em descida. Em suma: a variação de preço acompanha movimentos individuais; o advance-decline index reflete a força ou fraqueza do mercado no seu todo.
Isto é normal—o advance-decline index compara quantos ativos subiram e quantos desceram, não a magnitude das variações. A sua moeda pode ter descido enquanto a maioria dos ativos subiu, fazendo o índice aumentar. É um lembrete para não focar apenas nas suas detenções, mas considerar o sentimento geral do mercado.
Sim—mas não evoluem em sintonia. O advance-decline index apenas conta quantos ativos subiram ou desceram; ignora quanto cada um variou. Por exemplo: se uma moeda sobe 50% e 100 moedas descem 1% cada, o índice mostra amplitude negativa porque a maioria dos ativos desceu—explicando porque, por vezes, diverge do desempenho das moedas líderes.
Aceda à página de visão geral do mercado da Gate—encontrará dados de desempenho nas secções de índices ou mapa de calor do mercado. Pode ainda adicionar métricas relacionadas com advance-decline à sua lista de favoritos e definir alertas de preço. Utilizar gráficos de velas em conjunto com estes indicadores proporciona uma visão visual mais clara das mudanças de força do mercado e potenciais pontos de entrada.
Não—deve ser usado como referência para o sentimento de mercado e não como gerador de sinais isolado. O advance-decline index mostra se mais ativos sobem ou descem, mas não prevê a direção dos preços por si só. Combine-o com outros indicadores como volume, níveis de suporte/resistência e padrões técnicos para decisões mais robustas.


