
Seed round investment é o estágio mais inicial de captação externa para startups ou projetos Web3, com a finalidade de transformar uma ideia em um produto validável, além de estruturar a equipe central e os recursos essenciais. Esse investimento pode ser feito via equity ou promessa de tokens futuros, priorizando flexibilidade e compartilhamento de riscos.
No modelo de equity, investidores recebem ações da empresa ou direito de converter o aporte em ações posteriormente. No modelo de tokens, há a promessa de alocação de tokens futuros. Como esse estágio envolve alta incerteza, os recursos costumam ser direcionados para pesquisa e desenvolvimento, validação do produto e exploração inicial de mercado.
Seed round investment é fundamental porque resolve a lacuna de financiamento e confiança na fase “zero a um”, permitindo que equipes continuem iterando e validando produtos antes de atingir receitas estáveis. Para investidores, representa acesso antecipado a projetos com grande potencial de crescimento.
No contexto Web3, a captação seed também viabiliza o design de tokenomics (token economy) e contribui para estruturar frameworks de compliance e segurança, preparando o caminho para futuras ofertas privadas e públicas. Sem esse financiamento inicial, produtos geralmente não atingem marcos críticos de validação, dificultando rodadas futuras.
Seed round investment segue dois principais caminhos: equity e tokens. A estrutura de equity frequentemente utiliza o SAFE (Simple Agreement for Future Equity), que funciona como uma reserva para ações futuras, com preço com desconto ou valuation cap pré-definido para a próxima rodada. O SAFT (Simple Agreement for Future Tokens) é semelhante, mas garante aos investidores alocação de tokens futuros no lançamento do token ou da rede.
O processo inclui preparação de materiais (plano de negócios, protótipo, perfis-chave da equipe), abordagem a investidores-anjo ou fundos, negociação de termos, assinatura de contratos e liberação dos recursos em etapas. Se houver promessa de tokens, os contratos normalmente estabelecem lock-up e cronogramas de vesting para garantir incentivos de longo prazo e estabilidade de mercado.
Seed rounds costumam ser confundidos com angel rounds, mas angel rounds envolvem investidores individuais, valores menores e decisões mais ágeis. Seed rounds podem ser liderados por pessoas físicas ou instituições, com termos mais formalizados. Private placements ocorrem em estágio mais avançado, com aportes maiores e maior disclosure.
No Web3, private placements são voltados a instituições e normalmente acontecem perto do lançamento do mainnet ou emissão de tokens, com preços e cronogramas de desbloqueio padronizados. Seed rounds ocorrem antes, com menor transparência e termos mais flexíveis.
No Web3, seed rounds geralmente combinam “equity + SAFT”: parte do acordo envolve direitos a equity futuro; outra parte é promessa de distribuição futura de tokens. Isso alinha incentivos tanto no lado corporativo quanto na captura de valor do token da rede.
Lock-up refere-se a acordos que impedem venda imediata dos tokens; vesting determina como os tokens são liberados ao longo do tempo (mensal ou trimestral). Investimentos iniciais costumam ter lock-ups mais longos para reduzir pressão de venda de curto prazo e estimular o avanço de metas de longo prazo.
Valuation é o preço de referência atribuído à empresa para calcular quanto de equity ou razão de conversão futura o investidor recebe. Diluição ocorre quando novas ações são emitidas e o percentual de cada acionista diminui—um ajuste compartilhado entre todos os stakeholders com a entrada de novo capital.
Entre os termos comuns do SAFE estão “valuation cap” e “discount”. O valuation cap define o preço máximo para conversão do investimento em ações em rodadas futuras, protegendo investidores iniciais de diluição total por valuations mais altos. O discount permite converter a um preço inferior ao da próxima rodada—compensando o risco inicial.
Em geral, seed rounds são reservados para investidores qualificados ou institucionais; o acesso direto para varejo é restrito. Investidores de varejo normalmente participam em fases posteriores, como vendas públicas de tokens ou listagens em exchanges.
Em plataformas como o “Startup” da Gate, oportunidades de subscrição de tokens podem surgir após o seed round, com regras e divulgações de risco específicas. Antes de participar, é essencial conhecer períodos de lock-up, cronogramas de vesting, proporção de alocação de tokens e avaliar a própria tolerância ao risco.
Passo 1: Avalie a equipe. Analise o histórico dos membros-chave, experiência técnica e de produto, e o comprometimento de longo prazo no setor.
Passo 2: Avalie o produto. Confirme se resolve uma dor clara, se há protótipos, colete feedback de usuários e verifique a viabilidade do roadmap técnico.
Passo 3: Analise o mercado. Considere o tamanho do público-alvo, cenário competitivo, ambiente regulatório e se os caminhos de crescimento são realistas.
Passo 4: Examine os termos. Esclareça valuation, detalhes de SAFE ou SAFT, arranjos de lock-up e vesting, direitos de informação e direitos de follow-on investment.
Passo 5: Revise a tokenomics. Se houver tokens, verifique supply total, planos de alocação, cronograma de liberação e utilidade—evitando inflação excessiva ou incentivos desalinhados.
Passo 6: Verifique governança & compliance. Confirme estrutura societária/fundo, arranjos de custódia/auditoria e requisitos de compliance nas principais jurisdições.
O maior risco em seed round é a incerteza: produtos podem não ser lançados; desafios de mercado ou compliance podem causar atrasos ou fracassos. No equity, acordos conversíveis apresentam incertezas quanto ao timing e preço da próxima rodada; no caso de tokens, os riscos incluem cronograma de emissão, liquidez e volatilidade de preços.
Cláusulas protetivas comuns incluem direitos de informação (atualizações regulares), direitos de participação pro-rata (oportunidade de investir em rodadas futuras) e cronogramas de lock-up/vesting (para evitar vendas rápidas e garantir incentivos contínuos). Toda operação de capital deve ser avaliada conforme a tolerância individual ao risco—evite alavancagem ou apostas concentradas.
Investir em seed round significa essencialmente “trocar termos flexíveis por potencial de retorno de longo prazo em estágio altamente incerto”. No Web3, geralmente envolve combinação de equity e tokens futuros—com valuation, diluição, lock-ups e vesting equilibrando risco e incentivos. Para investidores de varejo, os pontos de entrada realistas costumam ser vendas públicas ou listagens; em qualquer estágio, due diligence rigorosa, compreensão dos termos e gestão de risco são essenciais para participação sustentável.
Os valores de seed round variam por projeto, mas geralmente ficam entre US$500 mil e US$5 milhões. Para startups, esse capital cobre de 18 a 24 meses de operação e desenvolvimento do produto. O valor exato depende do setor, perfil da equipe e demanda de mercado—projetos mais tecnológicos tendem a demandar menos recursos do que aqueles que exigem grande investimento em marketing.
Seed round é o estágio mais inicial de captação, onde investidores apostam na equipe e na ideia—mesmo antes do produto ao vivo. Série A ocorre 12-24 meses após o seed funding, quando a empresa já tem produto funcional, tração inicial e validação comercial. As rodadas Série A são geralmente 5-10 vezes maiores; investidores focam mais em métricas de crescimento e potencial de mercado.
Investidores individuais raramente acessam seed rounds, já que são voltados a investidores institucionais, anjos ou fundos de venture capital. Porém, quem tem experiência relevante ou networking pode atuar como investidor-anjo. Alguns projetos cripto oferecem oportunidades semelhantes via IDO (Initial DEX Offering), mas com riscos mais elevados.
Seed rounds em Web3 costumam estar ligados a incentivos em tokens—investidores recebem equity e opções de tokens. O ciclo de captação é mais rápido (3-6 meses), o perfil dos investidores é mais diversificado (incluindo VCs, market makers, fundos comunitários) e a transparência é maior—com muitos detalhes registrados em blockchains públicas. Isso aumenta a certeza das transações, mas traz ambiguidades regulatórias.
Diluição de equity é a redução do seu percentual de participação quando novas ações são emitidas em rodadas futuras. Por exemplo, se você tem 10% após o seed round, mas novas ações são emitidas na Série A, sua fatia pode cair para 7-8% (exemplo ilustrativo). Isso reduz sua parcela em dividendos ou retornos em caso de exit; porém, se o valuation crescer bastante, o retorno absoluto pode ser positivo.


