
O empréstimo lastreado em ativos permite obter recursos ao oferecer ativos próprios como garantia a um banco, plataforma de negociação ou protocolo on-chain. O objetivo é acessar liquidez de curto ou médio prazo sem precisar se desfazer dos ativos.
No setor financeiro tradicional, as garantias mais comuns são imóveis, veículos ou certificados de depósito, que viabilizam crédito para fins empresariais ou pessoais. No mercado cripto, normalmente se utiliza BTC, ETH ou outros tokens como garantia para tomar stablecoins emprestadas, seja para negociar, investir ou administrar fluxo de caixa. Em ambos os ambientes, os principais parâmetros são o valor da garantia, o índice LTV (empréstimo-valor) e as taxas de juros.
O conceito central do empréstimo lastreado é o “crédito garantido, com liberação proporcional e monitoramento contínuo”. A plataforma ou credor valida o tipo e valor da garantia, define limite de crédito e taxa de juros, e monitora os preços dos ativos para gerenciar riscos.
Participam desse processo: o tomador (que oferece a garantia), o credor ou plataforma (que libera os recursos e recebe juros) e um mecanismo de controle de risco (que define monitoramento de preços e liquidação). Em protocolos on-chain, tudo é executado via smart contracts. Smart contracts funcionam como “motores de regras” automatizados, liberando empréstimos, calculando juros e executando liquidações ao atingir limites de risco predefinidos.
Os ativos aceitos como garantia variam conforme a plataforma e as exigências regulatórias. No ambiente offline, as garantias comuns são imóveis, veículos, certificados de depósito e valores mobiliários penhoráveis. Em cripto, tokens líquidos como BTC, ETH e stablecoins são os mais aceitos. Certas plataformas também aceitam blue chips NFTs ou outros ativos, com LTVs mais conservadores e controles de risco mais rígidos.
Ao escolher a garantia, considere três fatores principais:
O índice LTV determina “quanto é possível tomar emprestado”, representando a relação entre valor do empréstimo e valor da garantia. LTVs mais altos aumentam o crédito disponível, mas ampliam o risco: pequenas quedas de preço podem levar à liquidação.
A liquidação ocorre quando o valor da garantia não cobre mais o empréstimo e as taxas; nesse cenário, o sistema vende a garantia para quitar a dívida. Por exemplo, ao empenhar BTC no valor de US$10.000 com LTV de 50%, o empréstimo é de US$5.000; se o BTC cair além de determinado limite, o sistema vende parte ou todo o BTC para recuperar fundos e pode cobrar taxas de liquidação.
Para reduzir riscos de liquidação:
O custo do empréstimo inclui juros e taxas diversas. Os juros costumam ser expressos em taxa anual (APR), mas podem ser diários. Outras taxas possíveis: abertura, saque, liquidação e penalidade por quitação antecipada.
Exemplo: ao tomar 1.000 stablecoins a 8% ao ano por 30 dias, os juros são cerca de 1.000 × 8% × (30/365) ≈ 6,57 unidades. Se houver taxa de abertura de 1%, são mais 10 unidades. Cobranças variam por plataforma; sempre confira as condições exibidas para saber os custos exatos.
No universo cripto, acompanhe as mudanças nas fontes de capital e nas taxas de juros de mercado. No on-chain, as taxas se ajustam conforme o risco de mercado—garantias mais arriscadas enfrentam juros maiores e limites menores.
No DeFi, empréstimos lastreados em ativos servem para “liberar liquidez” dos criptoativos: deposita-se os ativos em um protocolo on-chain como garantia e toma-se stablecoins para negociação, investimento em novos tokens ou yield farming; ao final, quitam-se as stablecoins para resgatar os ativos originais.
Principais usos:
Lembre-se: DeFi depende de smart contracts—falhas nos contratos, anomalias de preço de oracles ou eventos extremos podem trazer riscos extras. Recomenda-se configurar alertas de preço e usar alavancagem com cautela.
Na plataforma de empréstimos da Gate, é possível empenhar grandes criptoativos como garantia para tomar stablecoins ou outras criptomoedas. O processo geral é:
Passo 1: Conclua a segurança da conta e verificação de identidade. Ative a autenticação em duas etapas e finalize o KYC para garantir conformidade.
Passo 2: Prepare sua garantia. Deposite BTC, ETH ou outros ativos suportados e confirme a elegibilidade.
Passo 3: Acesse a interface de empréstimo. Na página de empréstimos, selecione a garantia, a moeda desejada e confira o LTV máximo e a taxa de juros.
Passo 4: Defina valor do empréstimo e LTV. Escolha um índice conservador, com margem para quedas, e revise possíveis taxas e tipos de juros.
Passo 5: Configure alertas de risco. Ative notificações de preço para reforçar a garantia ou quitar antecipadamente em caso de volatilidade.
Passo 6: Quite o empréstimo no prazo e resgate a garantia. Pague o principal e juros no vencimento ou quando preferir; após o pagamento, a garantia é liberada para sua conta.
Acompanhe sempre as oscilações do mercado e os limites de liquidação para evitar liquidações automáticas em quedas bruscas.
Os principais riscos são: volatilidade de preços, risco de taxa de juros, risco de liquidação, risco de liquidez e, em ambiente on-chain, risco de smart contract. Além disso, regras sobre empenho e alienação de ativos seguem restrições regulatórias locais; verificação de identidade e prevenção à lavagem de dinheiro são obrigatórias.
Para proteger os fundos: diversifique garantias, mantenha LTVs conservadores, ative alertas e tenha reserva de liquidez. Em compliance: entenda as leis e regras fiscais locais para uso legal dos recursos e destinação dos ativos; siga as orientações da plataforma em todos os procedimentos.
A essência desse produto é trocar a segurança dos ativos por liquidez, com foco na escolha da garantia, índice LTV, juros e limites de liquidação. No offline, transforma imóveis ou valores mobiliários em capital; no online, permite gerar fluxo de caixa com criptoativos sem vendê-los. Na prática: escolha garantias sólidas, mantenha LTV conservador, entenda a estrutura de custos, ative alertas de risco e una compliance à gestão de fundos para usar bem a ferramenta em cenários voláteis.
Ambos usam ativos como garantia, mas o empréstimo hipotecário geralmente envolve imóveis, transferindo a posse ao credor como garantia. O empréstimo com penhor usa bens móveis ou ativos digitais—você mantém a propriedade, mas os ativos ficam bloqueados como garantia. No crédito cripto, o empréstimo lastreado se assemelha ao penhor: os ativos digitais são bloqueados, mas você continua sendo o proprietário.
A Gate aceita diversos grandes ativos digitais como garantia—including BTC, ETH, USDT, entre outros. Cada ativo tem um LTV específico; ativos mais líquidos geralmente permitem LTVs mais altos. Consulte a página de empréstimos da Gate para a lista atualizada de garantias elegíveis e taxas de juros.
LTV é o índice empréstimo-valor—percentual que define quanto é possível tomar emprestado sobre os ativos empenhados. LTV mais alto significa maior crédito, mas também mais risco—se o preço cair, a liquidação fica mais próxima. Por exemplo, com LTV de 50% sobre US$10.000 em ativos, é possível tomar até US$5.000—o valor restante protege contra quedas de preço.
Se o valor da garantia cair e o LTV ultrapassar o limite de liquidação, a plataforma liquidará automaticamente os ativos empenhados para quitar o empréstimo—podendo haver perdas. Para evitar, monitore preços e antecipe-se quitando ou reforçando a garantia para manter o LTV seguro.
As taxas de juros seguem oferta e demanda de mercado; variam por ativo e plataforma. A Gate exibe taxas em tempo real—geralmente entre 5% e 15% (verifique os dados atuais na plataforma). Compare taxas entre ativos antes de tomar crédito e avalie o prazo do empréstimo—operações de curto prazo podem ser mais vantajosas em termos de custo.


