
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) é um dos principais indicadores econômicos, responsável por medir as variações nos preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pelos residentes de um país. Ao monitorar as alterações nos níveis de preços, o CPI evidencia as pressões inflacionárias presentes na economia. Além de impactar diretamente o custo de vida das famílias, o CPI é referência essencial para os bancos centrais na formulação da política monetária.
Dados recentes do CPI indicam que, embora a inflação em economias desenvolvidas esteja desacelerando, ela ainda permanece acima das metas estabelecidas pelos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o CPI de dezembro de 2025 apresentou alta de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O CPI central, que exclui alimentos e energia, registrou aumento de 2,6% ano a ano—ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, mas suficiente para alimentar debates sobre política econômica.
Na China, os dados mais recentes apontam que o CPI de dezembro de 2025 subiu 0,8% em relação ao ano anterior, com crescimento mês a mês após uma queda anterior. O CPI central avançou 1,2% na comparação anual, sinalizando que a demanda interna aquecida e o aumento dos gastos de fim de ano estão pressionando os preços para cima.
O CPI de dezembro nos EUA registrou alta de 2,7% em relação ao ano anterior. Embora o resultado fique abaixo de algumas projeções, ainda supera a meta de 2% do Federal Reserve, indicando que as pressões inflacionárias continuam presentes. O CPI central, que exclui alimentos e energia, avançou 2,6% ano a ano, demonstrando resiliência nos preços de serviços e itens essenciais.
Os setores de habitação e alimentação tiveram os maiores aumentos, elevando diretamente o custo de vida diário. Apesar do ritmo mais lento, muitas famílias americanas ainda sentem o impacto dos preços elevados—um tema central nos debates midiáticos e de políticas públicas.
Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas da China, o CPI de dezembro de 2025 subiu 0,2% em relação ao mês anterior e 0,8% na base anual. Esse avanço foi impulsionado principalmente pela alta nos preços de alimentos e bens industriais de consumo, refletindo uma demanda sazonal mais forte no encerramento do ano.
O CPI central subiu 1,2% em relação ao ano anterior, indicando que, ao excluir as variações de alimentos e energia, os preços ao consumidor seguem tendência de alta constante. O aumento da demanda e o avanço moderado dos preços podem contribuir para recuperar o CPI de patamares anteriormente baixos.
Os dados mais recentes da zona do euro apontam que a taxa de inflação do CPI recuou para cerca de 2%, próxima da meta de longo prazo do Banco Central Europeu, sugerindo estabilização das pressões inflacionárias.
No Reino Unido, por outro lado, o CPI de dezembro subiu 3,4% ano a ano, impulsionado em parte pelo aumento de impostos sobre tabaco e elevação dos preços em setores como viagens aéreas. Analistas destacam que esse avanço pode ser atribuído principalmente a fatores pontuais.
As variações do CPI afetam diretamente o poder de compra e o custo de vida dos consumidores. O avanço da inflação significa que a mesma quantia de dinheiro compra menos bens e serviços, especialmente para famílias com renda em crescimento lento. Os bancos centrais utilizam o CPI como referência fundamental para definir as taxas de juros. Um CPI persistentemente alto pode levar à manutenção de juros elevados, enquanto a desaceleração da inflação pode abrir espaço para cortes futuros.
No cenário global, as tendências do CPI se mostram divergentes: a inflação subjacente nos EUA desacelera, mas permanece acima da meta; na China, os preços sobem de forma moderada, impulsionados pela demanda interna; a inflação na zona do euro está estabilizando; e o CPI do Reino Unido apresenta maior volatilidade no curto prazo. O direcionamento futuro do CPI seguirá condicionado pelos preços de energia, mercado de trabalho, dinâmica de oferta e demanda e ambiente regulatório. Investidores e consumidores devem acompanhar de perto as divulgações do CPI para se manterem atualizados sobre as tendências macroeconômicas e de mercado.





