O advogado de Trump apresentou uma queixa numa corte estadual em Miami, Flórida, na manhã de 22 de janeiro, acusando o JPMorgan Chase de, após os distúrbios no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, ter encerrado unilateralmente várias contas bancárias de Trump e de suas empresas relacionadas, por motivos de “motivações políticas e sociais”.
O JPMorgan Chase respondeu em comunicado, afirmando que a ação judicial é infundada e que “não fecha contas por motivos políticos ou religiosos”, sendo que o encerramento de contas geralmente ocorre devido a riscos legais, de conformidade ou regulatórios.
Núcleo do Caso
O cerne desta ação judicial gira em torno de um termo técnico — “desbancarização”. O campo de Trump acusa o JPMorgan Chase de ter encerrado suas contas no início de 2021 por motivos políticos. A queixa detalha que, sob instruções de Jamie Dimon, o banco “ilegal e sem justificativa” colocou Trump e suas empresas na “lista negra” e notificou outras instituições financeiras.
A ação acusa o JPMorgan Chase de difamação comercial e de violar contratos de honestidade e de comércio justo. A parte de Trump enfatiza que o significado desta ação vai muito além de uma disputa pessoal. O documento afirma: “A desbancarização é de interesse público para todos os consumidores e empresas nos EUA, tendo grande importância.”
Sombra da Desbancarização
A “desbancarização” deixou de ser uma questão exclusiva de figuras políticas, tornando-se uma preocupação na indústria de criptomoedas. Mais de 30 executivos de tecnologia e do setor de criptomoedas já denunciaram publicamente o encerramento de suas contas bancárias, fenômeno que os profissionais do setor chamam de “Operation Chokepoint 2.0”.
Um relatório do Instituto Cato, divulgado no início de 2026, revela causas mais profundas: a maioria dos encerramentos de contas bancárias não é resultado de decisões do próprio banco, mas de pressões diretas ou indiretas do governo.
Relatórios de think tanks americanos classificam a intervenção governamental em duas formas: reguladores exigindo por carta ou ordem judicial que bancos parem de fornecer serviços a determinados clientes; ou aumentando os custos de conformidade por meio de legislação e regulamentação, forçando os bancos a fecharem contas consideradas de “alto risco”. O setor de criptomoedas enfrenta há muito o corte de serviços bancários, uma questão que, na opinião geral, está relacionada à postura cautelosa do governo dos EUA em relação aos ativos digitais.
Confronto Político e Financeiro
Por trás desta ação judicial há uma disputa de poder contínua entre o governo de Trump e o sistema financeiro. Em novembro passado, o JPMorgan Chase revelou estar sob investigação, auditoria e processos legais relacionados ao combate à “desbancarização” promovido por Trump. Este caso ocorre num contexto político mais amplo: o governo de Trump tenta alterar o quadro regulatório financeiro ao nomear novos membros para o Conselho do Federal Reserve. Caitlin Long, fundadora do Custodia Bank, aponta que a pressão para desbancarizar criptomoedas pode persistir até janeiro de 2026, quando Trump poderá nomear novos membros do Fed.
A luta no Congresso também é intensa. Membros seniores do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara acusam os republicanos de promoverem propostas que “diminui o sistema bancário e prejudicam a segurança nacional”.
Encruzilhada da Indústria de Criptomoedas
A indústria de criptomoedas encontra-se numa encruzilhada entre o sistema financeiro tradicional e as finanças descentralizadas. O processo de Trump contra o JPMorgan Chase pode ser um ponto de virada crucial na redefinição do acesso financeiro. Especialistas pedem ao Congresso que reavalie a Lei de Sigilo Bancário, eliminando a lógica regulatória relacionada ao “risco reputacional” e enfraquecendo as ferramentas do governo para pressionar bancos por conformidade.
O desfecho desta ação pode influenciar a postura dos bancos em relação a negócios ligados a criptomoedas, especialmente projetos inovadores que operam na zona cinzenta da regulamentação. Para os usuários comuns, o significado desta batalha legal reside na possibilidade de estabelecer regras mais claras, definindo quando os bancos podem encerrar serviços por “risco legal ou regulatório” e se esse poder é ou não abusivo para fins políticos.
Observação de Mercado
Voltando ao mercado de criptomoedas, as turbulências no sistema financeiro tradicional costumam gerar ondas no mercado cripto. Segundo dados do Gate, até 23 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) era de $89.700,6, com um valor de mercado de $1,79 trilhões, representando 56,55% de participação de mercado. O Ethereum (ETH) estava cotado a $2.956,31, com um valor de mercado de $357,57 bilhões e uma participação de 11,26%.
Observando os dados de mercado, as principais criptomoedas têm apresentado desempenho relativamente estável recentemente, apesar de o Bitcoin ter caído 0,28% nas últimas 24 horas e o Ethereum 2,09%, o valor de mercado e a dominância permanecem sólidos.
Analistas de mercado notam que disputas legais e incertezas políticas no sistema financeiro tradicional tendem a aumentar o interesse de alguns investidores por alternativas de finanças descentralizadas.
Equilíbrio entre Regulação e Inovação
O desfecho legal do caso Trump contra o JPMorgan Chase pode estabelecer um precedente importante para o setor financeiro, especialmente na questão de se os bancos têm ou não o direito de encerrar serviços com base em considerações políticas. Se o tribunal apoiar a tese de Trump, isso poderá forçar os bancos a reavaliar suas estratégias de gestão de risco, especialmente ao lidar com figuras políticas sensíveis ou setores como o de criptomoedas.
Para o setor de criptomoedas, a clareza regulatória é fundamental para inovação e crescimento. Este processo judicial pode, indiretamente, impulsionar a formulação de regras mais precisas, definindo a relação entre bancos e o emergente setor de ativos digitais.
A batalha também evidencia uma questão fundamental: num mundo financeiro cada vez mais digitalizado, como equilibrar o controle de riscos, a conformidade e a inclusão financeira, garantindo que a inovação não seja obstaculizada por barreiras injustificadas.
O ponto central da disputa é se o JPMorgan Chase tomou suas decisões com base em riscos reais de “legal, conformidade ou regulamentares”, ou se agiu por motivos políticos. Independentemente do resultado, a discussão pública sobre os limites do poder das instituições financeiras, especialmente na gestão de contas de figuras políticas, foi intensificada, sobretudo no que diz respeito à transparência.
Para o universo cripto, este evento reforça a proposta de valor das finanças descentralizadas — criar um sistema financeiro que não dependa da aprovação de bancos tradicionais nem seja influenciado por orientações políticas. Quando Trump e o JPMorgan Chase se enfrentarem no tribunal da Flórida, o mundo financeiro estará atento para ver como esse confronto pode remodelar o delicado equilíbrio entre bancos tradicionais e inovação financeira moderna.
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Trump reivindica 5 mil milhões de dólares e processa JPMorgan, disputa de desbancarização abala o ecossistema financeiro tradicional e cripto
O advogado de Trump apresentou uma queixa numa corte estadual em Miami, Flórida, na manhã de 22 de janeiro, acusando o JPMorgan Chase de, após os distúrbios no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, ter encerrado unilateralmente várias contas bancárias de Trump e de suas empresas relacionadas, por motivos de “motivações políticas e sociais”.
O JPMorgan Chase respondeu em comunicado, afirmando que a ação judicial é infundada e que “não fecha contas por motivos políticos ou religiosos”, sendo que o encerramento de contas geralmente ocorre devido a riscos legais, de conformidade ou regulatórios.
Núcleo do Caso
O cerne desta ação judicial gira em torno de um termo técnico — “desbancarização”. O campo de Trump acusa o JPMorgan Chase de ter encerrado suas contas no início de 2021 por motivos políticos. A queixa detalha que, sob instruções de Jamie Dimon, o banco “ilegal e sem justificativa” colocou Trump e suas empresas na “lista negra” e notificou outras instituições financeiras.
A ação acusa o JPMorgan Chase de difamação comercial e de violar contratos de honestidade e de comércio justo. A parte de Trump enfatiza que o significado desta ação vai muito além de uma disputa pessoal. O documento afirma: “A desbancarização é de interesse público para todos os consumidores e empresas nos EUA, tendo grande importância.”
Sombra da Desbancarização
A “desbancarização” deixou de ser uma questão exclusiva de figuras políticas, tornando-se uma preocupação na indústria de criptomoedas. Mais de 30 executivos de tecnologia e do setor de criptomoedas já denunciaram publicamente o encerramento de suas contas bancárias, fenômeno que os profissionais do setor chamam de “Operation Chokepoint 2.0”.
Um relatório do Instituto Cato, divulgado no início de 2026, revela causas mais profundas: a maioria dos encerramentos de contas bancárias não é resultado de decisões do próprio banco, mas de pressões diretas ou indiretas do governo.
Relatórios de think tanks americanos classificam a intervenção governamental em duas formas: reguladores exigindo por carta ou ordem judicial que bancos parem de fornecer serviços a determinados clientes; ou aumentando os custos de conformidade por meio de legislação e regulamentação, forçando os bancos a fecharem contas consideradas de “alto risco”. O setor de criptomoedas enfrenta há muito o corte de serviços bancários, uma questão que, na opinião geral, está relacionada à postura cautelosa do governo dos EUA em relação aos ativos digitais.
Confronto Político e Financeiro
Por trás desta ação judicial há uma disputa de poder contínua entre o governo de Trump e o sistema financeiro. Em novembro passado, o JPMorgan Chase revelou estar sob investigação, auditoria e processos legais relacionados ao combate à “desbancarização” promovido por Trump. Este caso ocorre num contexto político mais amplo: o governo de Trump tenta alterar o quadro regulatório financeiro ao nomear novos membros para o Conselho do Federal Reserve. Caitlin Long, fundadora do Custodia Bank, aponta que a pressão para desbancarizar criptomoedas pode persistir até janeiro de 2026, quando Trump poderá nomear novos membros do Fed.
A luta no Congresso também é intensa. Membros seniores do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara acusam os republicanos de promoverem propostas que “diminui o sistema bancário e prejudicam a segurança nacional”.
Encruzilhada da Indústria de Criptomoedas
A indústria de criptomoedas encontra-se numa encruzilhada entre o sistema financeiro tradicional e as finanças descentralizadas. O processo de Trump contra o JPMorgan Chase pode ser um ponto de virada crucial na redefinição do acesso financeiro. Especialistas pedem ao Congresso que reavalie a Lei de Sigilo Bancário, eliminando a lógica regulatória relacionada ao “risco reputacional” e enfraquecendo as ferramentas do governo para pressionar bancos por conformidade.
O desfecho desta ação pode influenciar a postura dos bancos em relação a negócios ligados a criptomoedas, especialmente projetos inovadores que operam na zona cinzenta da regulamentação. Para os usuários comuns, o significado desta batalha legal reside na possibilidade de estabelecer regras mais claras, definindo quando os bancos podem encerrar serviços por “risco legal ou regulatório” e se esse poder é ou não abusivo para fins políticos.
Observação de Mercado
Voltando ao mercado de criptomoedas, as turbulências no sistema financeiro tradicional costumam gerar ondas no mercado cripto. Segundo dados do Gate, até 23 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) era de $89.700,6, com um valor de mercado de $1,79 trilhões, representando 56,55% de participação de mercado. O Ethereum (ETH) estava cotado a $2.956,31, com um valor de mercado de $357,57 bilhões e uma participação de 11,26%.
Observando os dados de mercado, as principais criptomoedas têm apresentado desempenho relativamente estável recentemente, apesar de o Bitcoin ter caído 0,28% nas últimas 24 horas e o Ethereum 2,09%, o valor de mercado e a dominância permanecem sólidos.
Analistas de mercado notam que disputas legais e incertezas políticas no sistema financeiro tradicional tendem a aumentar o interesse de alguns investidores por alternativas de finanças descentralizadas.
Equilíbrio entre Regulação e Inovação
O desfecho legal do caso Trump contra o JPMorgan Chase pode estabelecer um precedente importante para o setor financeiro, especialmente na questão de se os bancos têm ou não o direito de encerrar serviços com base em considerações políticas. Se o tribunal apoiar a tese de Trump, isso poderá forçar os bancos a reavaliar suas estratégias de gestão de risco, especialmente ao lidar com figuras políticas sensíveis ou setores como o de criptomoedas.
Para o setor de criptomoedas, a clareza regulatória é fundamental para inovação e crescimento. Este processo judicial pode, indiretamente, impulsionar a formulação de regras mais precisas, definindo a relação entre bancos e o emergente setor de ativos digitais.
A batalha também evidencia uma questão fundamental: num mundo financeiro cada vez mais digitalizado, como equilibrar o controle de riscos, a conformidade e a inclusão financeira, garantindo que a inovação não seja obstaculizada por barreiras injustificadas.
O ponto central da disputa é se o JPMorgan Chase tomou suas decisões com base em riscos reais de “legal, conformidade ou regulamentares”, ou se agiu por motivos políticos. Independentemente do resultado, a discussão pública sobre os limites do poder das instituições financeiras, especialmente na gestão de contas de figuras políticas, foi intensificada, sobretudo no que diz respeito à transparência.
Para o universo cripto, este evento reforça a proposta de valor das finanças descentralizadas — criar um sistema financeiro que não dependa da aprovação de bancos tradicionais nem seja influenciado por orientações políticas. Quando Trump e o JPMorgan Chase se enfrentarem no tribunal da Flórida, o mundo financeiro estará atento para ver como esse confronto pode remodelar o delicado equilíbrio entre bancos tradicionais e inovação financeira moderna.